{"id":3228,"date":"2021-12-29T12:09:45","date_gmt":"2021-12-29T12:09:45","guid":{"rendered":"https:\/\/projetosdre.madeira.gov.pt\/mensageiroebr\/?st-import=333ebcd651280b36d9cda5f050c11e1c"},"modified":"2021-12-29T12:09:45","modified_gmt":"2021-12-29T12:09:45","slug":"preciosas-licoes-dos-proverbios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetosdre.madeira.gov.pt\/mensageiroebr\/2021\/12\/29\/preciosas-licoes-dos-proverbios\/","title":{"rendered":"Preciosas li\u00e7\u00f5es dos prov\u00e9rbios"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sabendo que os prov\u00e9rbios transmitem conhecimentos comuns sobre a vida, criados pelos antepassados e utilizados no quotidiano, os formandos do Ensino Recorrente do anexo 1, da EB1 PE e Creche Eng. Lu\u00eds Santos Costa, descreveram o significado expresso pelos seus familiares ao utilizarem, em diversas situa\u00e7\u00f5es, alguns dos ditos populares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sabedoria popular assume, desta forma, um novo significado ao mostrar, atrav\u00e9s de um argumento, o sentido l\u00f3gico subjacente nos prov\u00e9rbios ouvidos pelos seus familiares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os textos elaborados pelos formandos tentam explicar as preciosas li\u00e7\u00f5es que os orientaram em diferentes contextos, fazendo com que a validade dos prov\u00e9rbios permane\u00e7a valiosa<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\"><strong>A galinha da vizinha \u00e9 melhor do que a minha<\/strong>\n\nDia sim, dia n\u00e3o\nIa a roupa lavar\nTamb\u00e9m ia \u00e0 serra\nMato e lenha buscar\nDesejava chegar a casa\nCom a fome que trazia\nE comer pouco havia\nMas o jantar ainda estava para fazer\nIa \u00e0 frente buscar \u00e1gua\nPara a minha vizinha\nQuando regressava a casa\nA minha m\u00e3e chamava\nPara vir comer\nRespondia que j\u00e1 tinha jantado\nNa casa da vizinha\nE ela me exclamava\nPois \u00e9\u2026a galinha da vizinha\n\u00c9 melhor que a minha!\nCom isto\nQueria ela dizer\nQue o comer da vizinha\n\u00c9 sempre mais saboroso\nDo que aquele que \u00e9 feito em casa\nMas nem por isso \u00e9 mais gostoso\n                                                              Vitorina Vasconcelos\n<\/pre>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><u>Cada um colhe o que semeou<\/u><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 diziam os nossos av\u00f4s que tudo o que se semeia na terra como o trigo, centeio, batata, feij\u00e3o, ervilha, tomate, ab\u00f3bora e favas s\u00e3o para a nossa alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, tamb\u00e9m, era comentado que n\u00e3o era s\u00f3 o que se semeava na terra que se colhia. Tamb\u00e9m se colhia os bens espirituais, fazendo boas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por vezes, o meu av\u00f4 afirmava que quem fizesse e ajudasse os outros o bem iria colher, no entanto, quem fizesse o mal tamb\u00e9m recolheria o que semeou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, vamos semear e colher uma boa colheita nesta vida de maneira a se alcan\u00e7ar todo o bem que merecemos, por tudo aquilo que de \u00fatil fazemos.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\"><strong>Mais vale p\u00e3o duro que figo maduro.<\/strong>\n\nQuando era pequena\nAo chegar da escola\nFome devia ter\nE a m\u00e3e dizia:\nP`ra uma fatia de p\u00e3o comer\nMas logo eu falava\nP\u00e3o duro custa roer\nMelhor mastigar uma fava\nA m\u00e3e arreliada respondia\nMais vale p\u00e3o duro\nQue figo maduro\nPois n\u00e3o amasso todo o dia\nCom isto queria dizer\nQue mais valia\nTer p\u00e3o duro\ntodo o dia\nP\u00b4ra comer\nQue uma vez ao ano\nFigo maduro haver\n                                         Vitorina Vasconcelos\n<\/pre>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>P\u00e3o e figos \u00e9 merenda de amigos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estavam os amigos a correr, numa brincadeira, bastante animada<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">quando algum chamou por eles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Est\u00e1 na hora de merendar!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, o que vamos comer? &#8211; perguntaram os meninos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De repente, algu\u00e9m teve a ideia de fazer uma merenda com p\u00e3o e figos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos gostaram da ideia e foram buscar p\u00e3o a casa e apanhar figos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fizeram uma grande festan\u00e7a entre amigos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com isto recordo que os meus amigos, quando se juntavam faziam<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">uma merenda com o p\u00e3o que os pais coziam e com os figos brancos e pretos que &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">apanh\u00e1vamos das nossas figueiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, \u00e9 que sempre ouvi dizer que p\u00e3o e figos \u00e9 merenda de amigos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porque n\u00e3o havia dinheiro para comprar outro tipo de comida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fic\u00e1vamos t\u00e3o radiantes por convivermos com aquilo que se tinha das nossas terras.<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\"><strong>Quem d\u00e1 o p\u00e3o d\u00e1 a educa\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nDurante toda a vida\nO meu pai sempre dizia\nQue quem d\u00e1 o p\u00e3o\nA educa\u00e7\u00e3o daria\nReunidos em fam\u00edlia\nNo canto da nossa cozinha\nA m\u00e3e repetia\nN\u00e3o havendo educa\u00e7\u00e3o\nN\u00e3o pode haver alegria\nNem sabedoria\nE no seio da fam\u00edlia\nTodo o bem se queria\nOs p\u00e3es na mesa colocavam\nAs gra\u00e7as a Deus se davam\nE assim se educava em comunh\u00e3o\nNa mesa de cada dia\nPassados tantos anos\nEste ensinamento\nAos meus filhos dei\nQue quem o sustento d\u00e1\nO ensino deve cultivar\nPara mais tarde\nOutros educa\n                                           Miquelina Marques<\/pre>\n\n\n<p><!-- [if gte mso 9]&gt;-->\n \n  \n \n<\/p>\n<p><strong><u>Na casa onde n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o todos ralham e ningu\u00e9m tem raz\u00e3o<\/u><\/strong><\/p>\n<p><!-- \/wp:post-content --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Eu tinha uma tia com seis filhinhos. Ela ia diariamente cavar um cestinho de batatas para o almo\u00e7o.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Depois de cozidas, deitava-as num paninho no ch\u00e3o e cada um dos filhos, sentados \u00e0 roda, tiravam uma batatinha. Por\u00e9m, a batata era pouca para se alimentarem e tudo ficava em alvoro\u00e7o.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>O marido, ao chegar come\u00e7ava a dar socos na cabe\u00e7a da mulher porque n\u00e3o havia batatas para comer.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Para casa ia a correr. Ao meu pai contava que a tia estava a chorar porque as batatas eram poucachinhas e nada mais tinha para oferecer.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Logo, um cesto de batatas mandava juntar para lhe levar e ter algo para cozer.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Tinham, assim, algo para matar a fome e para n\u00e3o se arreliar.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Por fim, o meu pai tentava me acalmar e dizia \u201cNa casa onde n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o todos ralham e ningu\u00e9m tem raz\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Ensino Recorrente do anexo 1, da EB1 PE e Creche Eng. Lu\u00eds Santos Costa<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabendo que os prov\u00e9rbios transmitem conhecimentos comuns sobre a vida, criados pelos antepassados e utilizados no quotidiano, os formandos do Ensino Recorrente do anexo 1, da EB1 PE e Creche Eng. Lu\u00eds Santos Costa, descreveram o significado expresso pelos seus familiares ao utilizarem, em diversas situa\u00e7\u00f5es, alguns dos ditos populares. 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